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18 de Maio de 2010

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PROVIDÊNCIA CAUTELAR, JÁ!

por peixearanha

Participei no Jurí do “Concurso Público, no âmbito da União Europeia, para a Elaboração do Projecto de Equipamentos e Arranjos Exteriores da plataforma à superfície, na sequência do rebaixamento da Via-férrea, no atravessamento da Cidade de Espinho”, que elaborou a Proposta de Classificação, homologada pela CME em 5 de Abril 2008, que ordenou os 15 concorrentes e atribuiu os seguintes prémios:

1.º Prémio Arquitectos Rui Lacerda, Francisco Mangado e João Álvaro Rocha
2.º Prémio Cirurgias Urbanas, Lda
3.º Prémio Atelier do Corvo, Arquitectura e Urbanismo

Sobre o projecto do Agrupamento do Arq Rui Lacerda foi dito: “(…) solução desenvolvida com base de numa matriz de desenho de pavimento – rede distorcida – que tudo parece unir, cerzir ou regular, donde emergem construções pontuais, quase sempre associadas a espaços verdes e espelhos de água, dotados de grande flexibilidade e adaptabilidade à mudança de usos de um espaço público contemporâneo.”

O que não compreendo é que passado todo este tempo, nem a outra Câmara nem esta, tenham concluído o processo, nomeadamente cumprindo, uma das recomendações do Júri, “(…) definir e estabelecer o número e a prioridade dos equipamentos a construir sobre a plataforma”, fundamental para se aferirem custos de obra e honorários;

Justificar a intervenção em curso no local, à margem do projecto, com os atrasos do mesmo, é, no mínimo, faltar à verdade e pura demagogia!

Que “projecto”, se o Contracto para a elaboração do Projecto de Execução com o Agrupamento vencedor NUNCA foi assinado?

Quem é então o autor projecto que estão a executar? Não se sabe!
Podia ter sido executada, atempadamente, uma intervenção com base na matriz do projecto vencedor, que tivesse reaproveitamento futuro? Podia!
Foi consultado o Agrupamento vencedor? Não!

O risco destas soluções à pressa, instantâneas, higiénicas, precárias, ditas de “baixo custo” (que ninguém divulga), para “rentabilizar”, para “animar”, é que vêm, de facto, para ficar. Custa tanto fazer mal como fazer bem e, mais tarde, ninguém vai querer ver aquela zona outra vez transformado em estaleiro, muito menos daqui a 2 ou 3 anos, em vésperas de novas eleições autárquicas. Irá a Câmara constituir um ónus de renúncia sobre as obras que forem agora executadas? Como a irão julgar os munícipes sabendo que o dinheiro gasto será para deitar fora?

Como algures alguém disse e concordo: “é como pôr um penso rápido numa ferida infectada!”
Devia-se avançar já para uma PROVIDÊNCIA CAUTELAR e parar, com urgência o disparate, em nome de ESPINHO!

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12 comentários Post a comment
  1. Bitaites
    Maio 18 2010

    …e, portantos pá, cadê o autor do projecto vencedor? desapareceu em combate?

    Responder
  2. Maria João
    Maio 18 2010

    Então… o que podemos fazer?

    Responder
  3. Marco Silva
    Maio 18 2010

    Sem dúvida que a providência cautelar é a melhor solução, em vez de termos aquilo feito em estaleiro daqui a dois anos, que não sei se pode acontecer, é necessário dinheiro para fazer essas obras vencedoras, mas com a grande ideia de uma providência cautelar, não teríamos aquilo lastimável apenas dois ou trÊs anos, mas sim uns 8 ou 10. Pensar antes de falar, por vezes é eficaz meus caros…

    Responder
  4. Paulo
    Maio 18 2010

    Então, juntem-se o dinheiro necessário… e tá lá que se dê uma utilização rentável ao referido espaço.
    Por exemplo: um parque automóvel pago, em que a receita reverta para a câmara… “do mal o menos….”

    Responder
  5. Maio 18 2010

    Eu prefiro relembrar:
    Acta 11/2008 de 9 de Maio de 2008
    CONCURSO PÚBLICO, NO ÂMBITO DA UNIÃO EUROPEIA, PARA A
    ELABORAÇÃO DO PROJECTO DE EQUIPAMENTOS E ARRANJOS
    EXTERIORES DA PLATAFORMA À SUPERFÍCIE, NA SEQUÊNCIA DO
    REBAIXAMENTO DA VIA-FÉRREA NO ATRAVESSAMENTO DA CIDADE DE
    ESPINHO:
    – Na sequência do concurso em epígrafe e para efeitos de adjudicação, por Ajuste Directo, do contrato para elaboração do projecto, nos termos do regulamento do
    concurso, procedeu-se à abertura da “Proposta” apresentada pelo concorrente hierarquizado em primeiro lugar, “Concorrente nº 15 – Rui Lacerda Arq. Lda.”, que se
    encontrava presente nesta reunião, para efeitos de negociação do valor da estimativa do custo total da obra e dos honorários por ele propostos. De seguida, foi a mesma
    rubricada pelos membros da Câmara presentes na reunião.

    Se calhar além de providência cautelar, devíamos também falar em indemnização, não?

    Responder
    • Ismael
      Maio 18 2010

      Li com atencao o texto e os varios comentarios.

      No que se le, ha indicacoes de anomalias e de espaco para varias perguntas.

      Gostaria de saber qual e a resposta da autoridade local, e as razoes que levam a tomar a decisao que tomaram (?).

      Sera que nao ha dinheiro para fazer e obdecer ao que estava planeado? Mas se o dinheiro veio da EU, entao aonde esta esse dinheiro, quem o gastou, aonde e porque?

      So quando se souber destas coisas, nos podemos manisfestar. Acho que a adminstracao anterior tera muito que responder sobre isto, pois budgets europeus para o efeito ja foram feitos ha muito tempo e a actual adminstracao deve ter uma resposta.

      Eu entro muitas vezes no site da CME e ainda nao li nemhum esclarecimento sobre o efeito.

      Sera que alguem podera esclarecer? sem tendencia politica por favor, pois essas ja metem nojo e nao beneficiam ninguem nem nada.

      Responder
  6. Ismael
    Maio 18 2010

    Se os dinheiros para a obra vieram da EU, e se estes foram estraviados, mais forte e o meu desejo de ser anti Federal Europeu e de continuar a usar o meu voto com quem me de garantias de uma Inglaterra independente o mais possivel do resto da Europa. Para roubar ja chegam os Franceses com a politica deles na Agricultura e os Alemaes com sentido de culpa totalitaria.

    E muito serio o que acabo de ler.

    Responder
  7. Joao
    Maio 18 2010

    Hummm… Prefiro mil vezes um tapete de relva do que ver ratos a passear no terreno… é que com a crise, haver dinheiro para rolinhos de relva é já um pau… e sinceramente para malhas urbanas distorcidas, já bastou criado com o tunél no Bairro Piscatório e o “design” da Brandão Gomes. …Já agora.. como está a auditoria aos mandatos do Sr. Mota (agora Governador Civil de Aveiro residente no Brasil)? Alguém sabe?

    Responder
  8. Bitaites
    Maio 19 2010

    Meus caros,

    Sobre os comportamentos dos vários (i)responsãveis autárquicos, não tenham ilusões. O que mudou nas últimas eleições, foram os colaboradores de quem manda. Ou seja, o poder económico.
    Para quem é, ou acompanha, o que se tem passado em Espinho, desde que a Solverde tomou “ad eternun”, a exploração do Casino, sabe bem quem manda nesta terra. Depois há os outros, menos endinheirados (institucionalmente).
    Façam um esforço e vejam quem apoiava José Mota em 1997 (malta da massa) e verifiquem quem apoiou o actual executivo nas últimas eleições.
    Espinho, enquanto colectivo, há muito perdeu identidade. O que vai mexendo, são os interesses individuais e imediatos de quem manda.

    Se gostam mesmo desta terra, então comecemos a luta de forma civilizada mas coerente.

    Responder
  9. Ismael
    Maio 19 2010

    Bitaites. Se e verdade que a Solverde comanda a Cidade, e do interesse deles terem uma frente salutar e bonita e acho que eles devem apoiar ( em principio) a melhor solucao para a frente da casa deles – o hotel e o casino, especialmente numa altura em que a CME e da cor deles. Nao acha?

    Responder
  10. Bitaites
    Maio 20 2010

    Caro Ismael,

    …é claro! mas, e o resto?

    E, deve estar o poder local submetido aos interesses de meia dúzia de interesseiros?

    Saudações Vareiras e Académicas para si, que o julgo mais perto da nuvem, mas nós sofremos mais as consequências.

    Responder
    • Ismael
      Maio 20 2010

      Obrigado Bitaites.
      Ha muita coisa que nao compreendo, pois nunca andei metido em politicas nem tenho tempo para politicas nem mafiosos.
      Acredito no que me diz e fico espantado.

      A minha nuvem nao e assim tao boa. Eu tambem sofro consequencias. Nem mais nem menos que ninguem. E a vida.

      Bem eu vivo num pais que de momento, esta-se a limpar muita coisa, especialmente a classe politica e tudas as extravagancias que se tem vivido.

      As minha consequencias de sofrimento, sao como as suas: frustracao e discontentamento. Talvez a unica diferenca e que eu ( aqui em Inglaterra) tenha mais esperanca de sair no outro lado do tunel direito, e com um percurso com menos espinhos.

      Aqui como ai em Portugal, viveu-se num tempo de euforia e gastar sem pensar como pagar mais tarde. Hoje estamos a comecar a pagar por esses excessos. Em Portugal mais que aqui. Somente o simples facto que o leite e outros bens essenciais sao mais caros em Portugal que em Inglaterra, nao compreendo. Compreendo muitos dos sofrimentos que se vivem em Portugal, e ate digo que um pouco da doutrina do antigo regime nao faria muito mal. Nos todos abusamos da liberdade que nos foi dada e ai estamos a perde-la.

      Responder

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