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20 de Janeiro de 2010

DESPERTARES

por peixearanha

O que ultimamente tenho lido nos jornais e blogs leva-me a questionar:

Porque é que a Rainha da Costa Verde anda, há muito, parva e pasmada?

Porque é que outras cidades conseguiram levar a cabo transformações importantes, inovadoras, positivas e Espinho não?

Conhecemos e gostamos, verdadeiramente a nossa cidade?

Estaremos a ajudá-la alinhado, permanentemente, no clube do “bota-a-baixismo”?

O génio da cidade anda perdido e é preciso reencontrá-lo, urgentemente.

Não será com PDM´s, UOPG’s, PP’s e outras siglas, fascinantes, que só a mediocridade laboriosa, os vendedores de complexidade, os acumuladores de dados desnecessários e de pesquisas infindáveis conseguem produzir, que chegaremos lá.Infelizmente, essas criaturas têm vindo a ganhar cada vez mais espaço e dinheiros públicos, à custa dos complexos de inferioridade, pela falta de “canudo”, de alguns autarcas locais.

Espinho é uma cidade onde o MAR tem uma presença fortíssima.

O trinómios PESCA/BAIRRO/INDÚSTRIA e PRAIA/JOGO/CULTURA foram os primeiros alicerces do desenvolvimento de Espinho nos finais do Séc XIX.

O desenho do espaço público urbano em forma de quadrícula, prevendo a necessária arborização, para acrescentar sombra, vida, cor e filtrar a luz, deram-lhe uma imagem impar. E porque pessoas atraem pessoas, nasceram espaços com identidade própria, como a Esplanada, a Avenida, a Rua 19.

A identidade é uma componente importante da qualidade de vida. E Espinho soube manter essa qualidade durante muitos anos. Não é por acaso que os nossos pais e avós se referem, com alguma saudade até, a Espinho dessas épocas, que já não existe.

É que, havendo pontos de referência numa cidade, há identidade. há auto-estima, há sentimento de pertença. Gostamos dela!

Na minha modesta opinião, o não nos devemos afastar muito do PÔR DO SOL em Espinho. O Mar deverá continuar a ser a referência colectiva do despertar. Mas, para ser eficaz, o processo não pode (não deve) ser deixado nas mãos de uns, poucos, iluminados. Há que saber motivar todos os espinhenses à participação, como um desígnio colectivo, e não, ouvi-los depois, para que as consciências burocráticas sosseguem.

O envolvimento da juventude, dos estudantes, por exemplo, é igualmente relevante como estratégia para a sua socialização, tanto quanto a os aspectos positivos e revitalizadores de introdução de novas culturas sócio-economicas no tecido urbano.

Não se respeita aquilo que não se conhece.

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